EDUCAÇÃO E MONOGRAFIA

Suporte acadêmico em monografias e TCC sobre Educação e Pedagogia

EDUCACAO INTERCULTURAL E CIENTIFICA-TECNOLOGICA

A educação intercultural é definida como um modelo educativo que procura fomentar o enriquecimento cultural dos cidadãos, partindo do reconhecimento e respeito à diversidade, através do intercâmbio e o diálogo, que têm por finalidade a participação ativa e crítica em aras a cimentar o desenvolvimento de uma sociedade democrática baseada na igualdade, a tolerância e a solidariedade.

No entanto, uma educação científica-tecnológica pode ser definida como um enfoque pedagógico orientado a formar cidadãos capacitados para compreender, manejar e participar num mundo em que a ciência e a tecnologia estão cada dia mais presentes.

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Este enfoque tomou o nome de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), o que é especialmente apropriado para fomentar uma educação tecnocientífica dirigida à aprendizagem da participação, contribuindo com um novo significado a conceitos tão aceitos como alfabetização tecnocientífica, ciência para todos ou difusão da cultura científica.

É imprescindível propor soluções para nossa realidade diversa e complexa à qual é impossível negar o fato de estar imersos num processo de globalização, como já havíamos anunciado. Isto é, como passar de meros enfoques, que no caso da proposta intercultural se vê influenciada claramente pela antropologia e no caso CTS pelo interesse de alguns tecnocratas que procuram uma educação com fins pragmáticos, à aplicação dos mesmos em realidades concretas em nosso caso para o Brasil.

Em relação às aproximações conceituais feitas, poderíamos começar afirmando que uma educação intercultural parte dos supostos de uma multiculturalidade, dessa desigualdade e exclusão que existe num mundo globalizado onde a igualdade, a liberdade e a cidadania estão sendo revalorados como princípios emancipatorios da vida social”.

Uma educação intercultural implica no reconhecimento da diversidade existente num país. Nosso país é um conjunto de problemas mas também uma gama de possibilidades para enfrentar os mesmos, nossos problemas radicam em nossa diversidade seja climática lingüística, sócio-econômica, etc., mas nessa diversidade esta o caminho que nos mostra a gama de possibilidades que fariam possível que o Brasil consiga um desenvolvimento auto-sustentável.

A AD Monografia e monografias acredita na viabilidade deste enfoque pedagógico

Todo país que procura um desenvolvimento econômico deve começar melhorando seu nível educativo isto é a superestrutura da sociedade. O modelo intercultural reconhece assim mesmo a complexidade do que somos como nação, não só uma senão muitas culturas, isto é somos uma nação pluricultural, que não pode nem deve excluir-se das mudanças e do desenvolvimento tecnocientífico a nível mundial, senão fazer parte disso.

Eis, a necessidade do segundo enfoque proposto, pareceria estranho expor um enfoque que pode ser facilmente aplicado a países desenvolvidos mas muitas vezes nos perguntamos como poderíamos aplicá-lo a nossa realidade. Novamente o docente no Brasil se enfrenta à disjuntiva de realizar uma educação intercultural ou ainda uma de enfoque CTS, pois bem, ambas como se expôs anteriormente devem caminhar juntas.

Não somente é necessário reconhecer nossa diversidade cultural senão que é imprescindível não negar o desenvolvimento em nosso subdesenvolvimento.

Conquanto, há informação turística sobre nossas zonas verdes não se pode falar de uma proliferação de textos escolares didáticos. Se estamos tratando de levar adiante uma educação intercultural, deve-se começar por desenvolver uma “cultura política”, entendendo polis, no mais amplo sentido do vocábulo, como a preocupação que se deve assumir pelo bem da comunidade, isto é dessa comunidade “politicamente imaginada como inheremente limitada e soberana” como define Benedict Anderson à nação.

Uma cultura política reforçaria o sentido de identidade de todos os cidadãos e sua necessidade de participar numa sociedade democrática e globalizada onde a ciência, a tecnologia e a inovação são parte de nossas vidas e de nossa problemática como país subdesenvolvido que atualmente enfrenta problemas de contaminação e depredação de seu meio ambiente.

Pareceria sumo excentricismo falar de um enfoque CTS nas zonas mais recônditas de nosso país; resultaria mais aceitável escutar falar somente de uma educação intercultural. No entanto, a capacidade que têm muitos docentes de inovar como no caso da pintura, usando folhas de árvores que contenham tintura para que os alunos possam colorir seus desenhos, isso é fazer uso da tecnologia e inovação, frente a um desafio que o homem é capaz de encontrar saídas para dar resposta a seus problemas.

O enfoque CTS isolado de uma educação intercultural, em nosso país não aportaria nada novo; no entanto, CTS não é somente um trabalho interdisciplinar senão transdisciplinar pois uma educação CTS termina por extravasar a soma destes três termos já aludidos. De tal maneira, CTS é uma nova aproximação que põe de manifesto as relações mútuas, aquelas coincidências e aqueles choques que podemos apreciar atualmente entre a ciência, a tecnologia e uma sociedade pluricultural.

Conquanto se pode afirmar que estamos numa era de saberes compartimentalizados e isolados, trata-se de realizar um trabalho que não termine extravasando a própria disciplina, isto é, um labor transdisciplinar, a qual teria por finalidade o entendimento do mundo presente em sua diversidade e com seus avanços tecnocientíficos. A transdisciplinariedade contemplaria diferentes níveis da realidade, diversas lógicas e suas respectivas complexidades.

Resulta interessante perguntar-nos para que é importante a ciência e a tecnologia, se vivemos num país que dificilmente se pode afirmar que conhece a si mesmo. Esta interrogante deve ser formulada tanto por parte dos alunos como dos docentes. Trata-se de não ficar à orla do avanço e das novas descobertas senão de aproveitar nossa diversidade biológica, marinha e nosso capital humano para sair do subdesenvolvimento.

A importância da ciência e a tecnologia não deve ser considerada somente desde um plano superior, trata-se mais propriamente de revalorar e difundir o conhecimento ancestral e tradicional que possuem nossas diversas regiões. Isto último só é possível através de uma educação intercultural na qual crianças e jovens reforcem sua identidade nacional.

A proposta CTS faz com que a divisão entre letras e ciências seja muito tênue para alguns e passe despercebida para outros pois a finalidade é a formação de uma cidadania que não pode escapar aos progressos científicos e tecnológicos num mundo globalizado. E apesar de sermos considerados educacionalmente como periferia, não devemos viver à margem dos progressos desta sociedade cosmopolita, é nosso desafio deve ser dar a conhecer como mantemos nossa unidade e nosso sentido de identidade apesar de nossa diversidade e como podemos ser parte do desenvolvimento vivendo no subdesenvolvimento.

Artigo realizado pela equipe de monografias de educação da Monografia AC

Julho 24, 2009 - Publicado por educacaomonografia | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

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