EDUCACAO VISUAL – MONOGRAFIA – A LINHA
A educação visual é algo primordial na formação de qualquer criança, já que um forte embasamento neste campo permitirá uma maior percepção do espaço circundante e uma melhor relação com seu meio. Da mesma forma, este tema é um excelente estudo para uma monografia de educação artÃstica ou até mesmo relacionada ao ensino da escrita, já que esta mesma se baseia na forma e a criança deve coordenar diversos signos visuais que precisam fazer algum sentido para a mesma.
Este artigo foi redigido pelo departamento de Monografias em Pedagogia Visual da Monografia AC
A sintaxe da linha deste elemento do alfabeto visual é descrita por Villafañe (1990: 103) nos seguintes termos:
1.- A capacidade da linha para criar vetores de direção que contribuem dinamicidade à imagem. Os vetores direcionais, criados mediante linhas ou por qualquer outro procedimento, além de criar as relações plásticas entre os elementos da composição, condicionam a direção da leitura da imagem.
2.- Uma linha separa dois planos entre si. Nesta separação de planos, não é a linha o único agente que intervém; tal separação pode conseguir-se, igualmente, mediante o contraste cromático, mas neste caso ainda que a linha não exista como tal, fenomenicamente se percebe igual que se tivesse uma presença objetiva.
3.- Outra função deste elemento é a de dar volume aos objetos bidimensionais mediante o sombreado, que se consegue sobrepondo linhas curvas quase tangentes à linha de contorno que delimita a superfÃcie plana do objeto ao qual se quer dotar dessa tridimensionalidade.
4.- A pintura aproveitou a faculdade da linha para representar a terceira dimensão. Se a linha é em si mesma um elemento dinamizador, quando se aloja sobre a diagonal do plano esta propriedade é ainda mais acusada. O mesmo autor realiza um interessante estudo sintático da linha baseado na distinção de três tipos:
1. A linha objetual que conforma os temas visuais realizados a base de linhas (pictogramas, sÃmbolos e logotipos).
2. A linha de sombreado quando forma tramas que servem para dar volume aos objetos e contribuir profundidade ao plano da representação.
3. A linha de contorno e recorte que define formalmente certas imagens. Por sua natureza, e desde o ponto de vista semântico, a linha nunca expressa estatismo. Às vezes a linha não aparece desenhada mas pode ser captada na composição visual quando as formas e as cores determinam certas direções que se impõem à percepção de quem observa a obra.
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Lazotti (1983: 68) denomina a estes movimentos linhas-força da composição. A citada autora assinala que “estas linhas podem ter um movimento horizontal, vertical, curvo, oblÃquo, quebrado, etc., contribuindo com sua articulação à transmissão de uma impressão de dinamismo ou de estatismo, de contraste ou de tensão, de expansão lateral ou vertical”.
Em sÃntese e desde o ponto de vista da semântica subliminar:
A linha horizontal transmite tranqüilidade ou passividade, está deitada e cada um de seus pontos descansa e se apóia no plano. Resulta plana, firme e fria.
A linha vertical parece em tensão para não se cair a um lado ou outro e sujeita à lei da gravidade; pára-se num ponto e se eleva. A linha vertical é, portanto, airosa, viva e nos faz pensar numa pessoa em pé.
A oblÃqua parece quase empurrada por duas forças, uma horizontal e outra vertical; com isso sugere uma impressão de instabilidade, quase de oscilação. Por isso transmite maior dinamismo e atrai o atendimento; se se inclina para a direita nos parece que ascende e para a esquerda, que baixa. A linha curva sempre está carregada de tensões e costuma transmitir-nos, pelo geral, uma impressão de movimento (Lazotti, 1983: 64).
Desde o ponto de vista da gramática da visão enquanto as linhas oblÃquas servem para romper a monotonia as paralelas podem servir para marcar o horizonte.
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