sugestao para monografias ou tcc – QUALIDADE EM SAUDE E METODOLOGIAS
Ao temor da baixa qualidade no fornecimento de saúde se adiciona com freqüência uma incapacidade prática para identificar e valorizar criticamente e de forma neutral a informação disponÃvel.
Neste sentido, os estudos constituem mais propriamente uma ferramenta de marketing de caráter cientÃfico do que um instrumento ao serviço especÃfico das pessoas que tomam as decisões: certamente, os estudos pretendem influir nestes últimos, mas não estão sempre desenhados e levados a cabo de acordo com suas necessidades especÃficas.
Assim, por exemplo, desde a perspectiva da saúde pública própria do segurador ou regulador, a análise se deveria propor em termos de que opção -programa de saúde, tecnologia- é a mais eficiente para abordar um problema de saúde determinado. Para o produtor ou provedor o problema é demonstrar aos anteriores que seu produto ou programa é o mais eficiente ou, pelo menos, razoavelmente eficiente.
A estratégia analÃtica habitual é comparar o produto -habitualmente, novo-com o mais utilizado, isto é, trata-se de demonstrar a superioridade com respeito ao “lÃder” do mercado, ainda no caso de que este último não seja a opção mais eficiente.
Cabe recordar que os manuais tradicionais recomendam comparar qualquer opção com todas as tecnicamente disponÃveis para um determinado problema, incluindo a opção de “não fazer nada”.
Esta má prática com respeito à seleção das opções comparadas foi recentemente criticada no marco metodológico desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (Análise Custo-Efetividade Generalizado) no contexto do programa CHOICE.
Tal metodologia faz questão de que as avaliações se levem a cabo comparando todas as opções com respeito à opção ou estado “nulo”, para evitar que a comparação – intencionada ou não – com respeito a uma tecnologia ineficiente, faça aparecer “artificialmente” a nova tecnologia como custo-efetiva.
Nenhum comentário ainda.



