PSICOPEDAGOGIA – ATRASO MENTAL – tema de monografia
A Associação Americana do Atraso Mental (A.A.M.R.) (2002) define o atraso mental como “incapacidade caracterizada por limitações significativas no funcionamento intelectual e na conduta adaptativa que se manifesta em habilidades conceituais, sociais e práticas. Esta incapacidade começa antes dos 18 anos.”
Por Equipe de Investigação Acadêmica Monografia AC
O desenvolvimento intelectual estará relacionado, segundo este organismo, com as seguintes dimensões:
- Capacidades intelectuais.
- Conduta adaptativa (conceitual, social e prática).
- Participação, interações e papéis sociais.
- Saúde (saúde fÃsica, saúde mental, etiologia).
- Â Contexto (ambientes e cultura).
CLASSIFICAÇÃO
Os seguintes graus de incapacidade que se recolhem no Manual Diagnóstico e EstatÃstico dos Transtornos Mentais (DSM-IV-TR). Estes são:
Atraso mental leve.
Atraso mental moderado.
Atraso mental grave.
Atraso mental de gravidade não especificada.
Atraso mental (incapacidade intelectual ligeira ou leve)Incluem-se na mesma os(as) alunos(as) cuja medida em QI, sem chegar a 55-50, situa-se em menos de 75-70, no DSM-IV-TR se indica que se poderia diagnosticar incapacidade ligeira com um quociente intelectual entre 70 e 75 se existe déficit significativo em conduta adaptativa, mas não quando não exista.
Os(as) alunos(as) com incapacidade intelectual ligeira supõem, aproximadamente, 85% dos casos de incapacidade intelectual. Pelo geral, costumam apresentar ligeiros déficits sensoriais e/ou motores, adquirem habilidades sociais e comunicativas na etapa de educação infantil e, com freqüência, não se diferenciam de seus iguais pelos traços fÃsicos.
Ao longo do ensino básico, costumam chegar a adquirir aprendizagens instrumentais e algum grau de conhecimentos acadêmicos.
Atraso mental (incapacidade intelectual média ou moderada)
Em linha com o comentado, se situaria no intervalo de QI entre 55-50 e 40-35. Logicamente, com este nÃvel intelectual, as possibilidades adaptativas dos(as) alunos(as) costumam ver-se muito afetadas em todas as áreas de desenvolvimento.
Os(as) alunos(as) deste grau costumam desenvolver habilidades comunicativas durante os primeiros anos da infância e, durante a escolarização, podendo chegar a atingir algum grau de aprendizagens instrumentais. Costumam aprender a transladar-se de forma autônoma por lugares que lhes resultem familiares, atender a seu cuidado pessoal com certa supervisão e beneficiar-se do adestramento em habilidades sociais.
Atraso mental (incapacidade intelectual severa ou grave) Situa-se no intervalo de QI entre 35-40 e 20-25 e supõe 3-4% do total da incapacidade. As aquisições de linguagem nos primeiros anos costumam ser escassas e ao longo da escolarização podem aprender a falar ou a empregar algum sinal de comunicação alternativo. As possibilidades adaptativas estão muito afetadas em todas as áreas de desenvolvimento, mas é possÃvel a aprendizagem de habilidades elementares de cuidado pessoal.
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Atraso mental de incapacidade profunda (plurideficiência) A maioria destes(as) alunos(a) apresenta uma alteração neurológica identificada que explica esta incapacidade, a confluência com outras (daà o termo plurideficiência que aqui se lhe associa) e a grande diversidade que se dá dentro do grupo. Isso condiciona o fato de que um dos âmbitos de atendimento prioritário seja o da saúde fÃsica.
O QI destes(as) alunos(as) é menor que 20-25 e são 1-2% da tipologia. Costumam apresentar limitado nÃvel de consciência e desenvolvimento emocional, nula ou escassa intencionalidade comunicativa, ausência de fala e graves dificuldades motrizes. O nÃvel de autonomia, se existe, é muito reduzido. O quadro supõe um contÃnuo que atinge desde alunos(as) “encamados(as)”, com ausência de controle corporal, até aqueles(as) que adquirem muito tardiamente alguns padrões básicos do desenvolvimento motor.
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